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Ógui Mauri
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22h29
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Solitários Passos
Ógui Lourenço Mauri
Para mim, és agasalho das Alturas,
Que me chegou à metade do caminho.
Contigo, sei que não estarei sozinho,
Face à cumplicidade nas horas duras.
Com teus olhos, reergueste minha autoestima,
A mando dEle, na raia tu entraste.
De minha vida, foste tu o guindaste
Que, por Deus, fez eu dar a volta por cima.
Estar só, hoje não passa de lembrança.
Meus solitários passos foram de vez.
No mar bravio, em que o tempo se refez.
Depois da tempestade, veio a bonança.
Foste o bálsamo para minha ferida,
Que surgira de meus passos solitários.
Tu trouxeste os ingredientes necessários
Ao nosso amor, em retomada de vida.
Sinto mais um anjo do que uma mulher,
Em teu aconchego, que igual nunca vi.
Dos solitários passos antes de ti,
Não tenho saudade, um tiquinho sequer...
Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 20/10/2010.
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22h25
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...E o dilema se foi!
Ógui Lourenço Mauri
Como é gostoso relembrar tudo agora!
Do tempo em que eu estava na escuridão.
Dos momentos de total indecisão,
De continuar infeliz ou ir embora...
Lembro-me, sim; foi tudo tão de repente.
Eu percorria a senda do sofrimento...
Até que, por Deus, em um certo momento,
Ao acaso, nós nos vimos frente a frente.
"Um encontro já escrito nas estrelas",
Talvez assim nos descrevesse um poeta,
Quiçá a maneira mais linda e correta...
Palavras-relíquia; não quero esquecê-las!
Fitamo-nos e vi a luz novamente,
Dei meia-volta e me pus em teu caminho.
Assim, eu nunca mais caminhei sozinho,
Livre das trevas definitivamente...
Tu és quem me desvia dos embaraços.
Cada vez mais, tu iluminas minha vida.
Não sei se tens a recíproca guarida,
Mas sei que és o combustível de meus passos.
Nós estaremos juntos até o fim.
De mãos dadas, curtindo amor de verdade.
Foi-se o dilema, veio a felicidade,
Porque bem a tempo chegaste pra mim.
Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 10/agosto/2010
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22h20
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Doce Saudade
Ógui Lourenço Mauri
Quando leio teus versos tão sensuais,
Com pitadas de uma fêmea provocante,
Sou tomado do impulso de querer mais,
Ganas de eu estar contigo a todo instante.
Uma doce saudade me vem à mente,
Recordações fazem meu sangue ferver.
Frustrado, vejo que não estás presente
E que tudo que eu quero não pode ser.
Vem-me à lembrança nossa alcova de amor,
De quando nos encontramos, afinal.
Paixões incontidas no seu esplendor,
Enlevos a dois, numa entrega total.
Doce saudade de teu lindo sorriso,
De teus cabelos sedosos, cor de mel;
Detalhes que afetam meu frágil juízo,
Que não suporta esta distância cruel.
Hoje, sou dependente de tua poesia.
Ela é a fonte desta doce saudade.
Sentimento que se aflora a cada dia,
Num sonho só, preso na felicidade.
Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 03 de julho de 2010.
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Gestos e Palavras
Ógui Lourenço Mauri
Gesto é um termo de duas definições:
Dá, a primeira, ideia de movimento,
Enquanto a segunda tem por fundamento
O brilho e enlevo de certas ações.
Temos na palavra a exteriorização
Do que nosso íntimo deixa vazar.
A palavra é instrumento singular,
Algo refratário ou de aproximação.
Teus gestos e palavras lembram poesias
Exclusivas das aptidões femininas.
Parecem versos de rimas repentinas,
Que atiçam meus desejos e fantasias.
Sabes usar esses dons com maestria,
És mulher inteligente e resoluta.
Em todas as batalhas, ganhas a luta;
No amor e nas lides de todos os dias.
Sou vidrado em tua poesia e lucidez...
No visco de teus traquejos, me prendi;
Teus gestos humanos, eu sempre aplaudi
E às tuas palavras, entreguei-me de vez.
Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 14/05/2010
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22h06
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Amor, Paixão... Fascinação!
Ógui Lourenço Mauri
Em tua vida, sei que não fui o primeiro,
Sou e quero ser o último, porém.
Em teu coração, eu cheguei sorrateiro
E não pretendo dar chances a ninguém.
Contigo, foi amor ao primeiro poema;
A paixão veio com tua alma depois.
Fizeste da poesia o estratagema
Que fundiu os sentimentos de nós dois.
Somos almas gêmeas de pacto latente.
Pois, nas estrelas, assim estava escrito.
Nós estamos em sintonia permanente,
Vivendo um amor cada vez mais bonito.
Passei a te amar quando, enfim, aprendi
Que o importante não é o que nós temos.
Agora eu sei, estando ao lado de ti,
Que aquilo que conta é com quem nós vivemos.
Claro está que surgimos em convergência,
Com feixes de coração pra coração.
Foi atração mútua de nossa existência;
Estigma de amor, paixão... fascinação!
Catanduva (SP), 27.05.2010.
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22h15
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Uma dança ao luar
Ógui Lourenço Mauri
Lembro-me bem daquela praia deserta,
Quando a noite, enfim, assassinou o dia;
A estrela-d'alva foi o sinal de alerta
Tocante ao cenário que nos envolvia.
Ao tempo em que o negrume abria seu manto,
As estrelas fulgiam o firmamento.
A lua cheia, como que por encanto,
Sintonizou-nos no mesmo pensamento.
O barulho do mar fez papel de orquestra,
Coadjuvado por afrodisíaco vento.
Dança ao luar foi o aperitivo extra
Para um amor total em pleno relento.
Dançando, eis que caímos na horizontal.
Rolamos na areia bem abraçadinhos.
Percorremos o traçado natural,
Éramos ali dois amantes sozinhos.
Da dança ao luar... nosso sonho, afinal.
Aos poucos, nos vimos em plena nudez.
Surgiu, indomável, o instinto animal
E a lua banhou nossa primeira vez.
Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 04.06.2010.
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22h07
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Brasília, eles não prestam mas eu te amo!
Ógui Lourenço Mauri
Cinquentona, com traços de menina,
Sempre mais linda ao avançar na idade.
"Ex-Capital da Esperança" fascina;
Hoje, és a "Capital da Realidade".
Tens na classe política um entulho,
Moradores de três dias por semana.
Deixa, porém, túrgido teu orgulho...
Teu brilho, nenhum político empana.
Brasília, eles não prestam mas eu te amo!
Encantas o forasteiro enciumado,
És obra de JK que eu aclamo,
O sonho de Dom Bosco realizado.
Salve, teus verdadeiros habitantes!
Legião de labores ininterruptos,
Que refuta os acenos aliciantes,
Mesmo no meio de tantos corruptos.
Brasília, eles não prestam mas eu te amo!
Tua viva História massacra os escândalos...
Pois teu povo não é do mesmo ramo
Que se ajusta aos políticos e vândalos.
Desde Juscelino, plena de glória,
Quanto mais te conheço, mais me inflamo.
Tua beleza singular é notória...
Brasília, eles não prestam mas eu te amo!
Catanduva (SP), 21 de abril de 2010.
Ógui Lourenço Mauri
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